Primo pobre? O Paraguai é a nova estrela da América Latina!

Por muito tempo, o vizinho Paraguai foi visto como um “primo pobre”, não apenas do Brasil, mas também de outros países da região. Devastado pela famosa Guerra do Paraguai que, literalmente, destruiu o país, além de vítima de um golpe dado por Alfredo Stroessner, que derrubou o presidente Federico Chávez, em 1954, e outro, em 1989, que derrubou o próprio Stroessner, a história do Paraguai é marcada por altos e baixos, reviravoltas, turbulência e muita instabilidade. Há tempos, porém, a pecha de “primo pobre” deixou de ser verdade.

Hoje, o vizinho guarani é conhecido por atrair empresas e investimentos de toda a América Latina para dentro de si. Segundo Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, empresa que importa peças de roupa do Paraguai, “o custo é competitivo e a reposição é mais rápida. Produtos da China levam de três a seis meses para chegar. Do Paraguai, as peças demoram 24 horas ou menos para chegar. É o melhor dos dois mundos”.

Desde 2010, o Paraguai experimentou crescimento médio de 5,8%, atrás apenas do Panamá na América Latina e, não obstante, quase 5 vezes mais do que o Brasil (que ficou em míseros 1,2%). Já a inflação média no período foi de cerca de 4,4%, contra quase 7% em nosso país.

Mas o que faz do Paraguai um país tão atrativo para investimentos? Este texto se propõe a explicar o que está por trás sucesso do Tigre Guarani.

Pouca burocracia, impostos baixos e muita facilidade

Como bem sabe o leitor da Estado Mínimo, o Brasil é um dos países mais difíceis do mundo para se fazer negócios e empreender. Aquilo que deveria ser fácil, por aqui, é uma das atividades mais hercúleas que existem. No vizinho, entretanto, não é bem assim.

 

 

Os impostos no Paraguai são baixíssimos: a carga tributária guarani roda em torno de 13% do PIB, contra mais de 33% no Brasil. Esses impostos mais baixos (e também mais simples) atraem empresas do continente todo para o Paraguai, já que, naquele país, segundo a Heritage Foundation, a alíquota de imposto cobrado sobre empresas é de cerca de 10%, contra 34% no Brasil.

Por lá, levam-se cerca de 35 dias para se abrir uma empresa; já por aqui, gastam-se quase 80. No Paraguai, as empresas gastam em torno de 378 homens-hora anuais com o trabalho de registrar, contabilizar e pagar impostos. No Brasil, com uma legislação tributária bem mais complexa, as empresas utilizam algo como 2038 homens-hora anuais com essa nada produtiva tarefa.

Naturalmente, com tamanha facilidade em se fazer negócios e empreender, fica fácil a vida dos produtores paraguaios. A ausência de barreiras institucionais à entrada beneficia a competição, favorece os ganhos de produtividade, e estimula o surgimento e o crescimento de empresas mais eficientes, bem como a morte daquelas mais velhas e ineficientes.

Daron Acemoglu e James Robinson explicitam isso claramente no livro Por que as nações fracassam, onde os autores argumentam que instituições que promovem a concentração de mercados e entraves à competição e ao surgimento de novos negócios, bem como um aparato burocrático asfixiante, estão por trás do subdesenvolvimento e da injustiça social dos países.

 

 

Abertura comercial

São amplamente documentados, pela literatura econômica, os benefícios de uma maior abertura comercialComo já escrevemos aqui, em outra oportunidade, a globalização foi responsável por tirar mais de 1 bilhão de pessoas da pobreza, bem como colocar o mundo na rota de eliminar a pobreza absoluta. Tendo isso em vista, analisemos a situação do Paraguai.

Diz Gustavo Leite, ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, que “a abertura comercial e a atração de empresas estrangeiras são fundamentais para a nossa estratégia de desenvolvimento”. E, como mostram os dados, o país vem seguindo à risca essa receita.

Veja os gráficos abaixo. À esquerda, temos um gráfico do tipo boxplot que, neste caso, nos mostra como se distribuem os países da América Latina de acordo com suas tarifas médias de importação. Dentro da caixinha roxa encontram-se 50% dos países; acima dela, 25%, assim como abaixo também. Note como o Paraguai está perto do grupo dos 25% países latino-americanos com as menores tarifas de importação.

 

 

Agora veja o gráfico à direita. Ele mostra o grau de abertura comercial, também conhecido como “corrente de comércio”, e que corresponde à soma das exportações e importações divididas pelo PIB. Veja que, enquanto o Paraguai anda bem próximo de ter uma corrente de comércio igual ou até superior ao seu PIB, no Brasil, a corrente de comércio corresponde a algo como 25% do PIB.

É verdade que países mais populosos e maiores, em termos de extensão territorial, tendem a ter uma corrente de comércio menor, dado que 1) há mais gente para comerciar dentro das fronteiras do país e 2) há mais possibilidades de produção, dada a maior abrangência espacial. Acontece que, quando controlamos por esses fatores, percebemos que o Brasil é “sub-aberto”, enquanto o Paraguai é “super-aberto”, para ambos os fatores de controle. Confira:

 

 

Inflação controlada, dívida pública também

Como já dito no início deste texto, a inflação média guarani foi de cerca de 4,4% no período de 2010 a 2016, contra quase 7% no caso brasileiro.

A taxa básica de juros dos nossos vizinhos se encontra, hoje, em 5,5%, com uma expectativa de inflação, para 2017, em torno de 4,1%, o que significa uma taxa real de juros de 1,4%. Já em terras tupiniquins, a Selic está em 13,75%, com uma inflação esperada, para 2017, de 4,8%, o que implica uma taxa real de juros de 8,5%.

 

 

Naturalmente, com uma taxa real de juros tão baixa, o futuro está ao alcance dos empreendedores paraguaios: beneficiam-se os investimentos, especialmente aqueles mais a longo prazo – como os de infraestrutura, que têm prazo maior de maturação.

Já no que tange a dívida pública, o Paraguai é exemplo de responsabilidade fiscal: ao final de 2015, a dívida pública daquele país era de apenas 24% do PIB, contra 74% no Brasil. Com tamanho espaço fiscal, o Paraguai vem se endividando de maneira parcimoniosa nos últimos anos. Projeções do FMI indicam que a dívida pública guarani deve atingir 28% do PIB em 2021; já a dívida pública tupiniquim deve chegar a 94% do PIB (embora, é verdade, tais projeções tenham sido feitas em Outubro de 2016, quando o Brasil ainda não havia aprovado a PEC do teto dos gastos).

 

 

Resultado: crescimento e produtividade

No período de 2009 a 2014, produtividade do paraguaio, medida pelo PIB por trabalhador ocupado, avançou a uma média de incríveis 4,6% ao ano, contra 1,3% do brasileiro. Já a produtividade total dos fatores (PTF), que mede não apenas a produtividade do trabalho, mas da economia de forma geral, avançou a uma média de 4,2% no Paraguai, versus um modesto crescimento de 0,46% ao ano no Brasil, como bem mostram os gráficos abaixo.

 

 

Como resultado, o Paraguai foi o segundo país que mais cresceu na América Latina nos últimos 7 anos, com uma média 5 vezes superior à do Brasil. Na verdade, só não fomos piores que 8 países – que incluem a óbvia Venezuela.

Em 2013, por exemplo, o PIB paraguaio cresceu incríveis 14%! Trata-se de um nível de crescimento chinês. Como um trem expresso, o made in Paraguay não parece encontrar obstáculos para seguir avançando.

 

 

Conclusão

Com uma mistura de estabilidade macroeconômica, simplificação, impostos baixos, previsibilidade, competição, um ambiente amigável aos negócios e pró-mercado, bem como uma maior abertura comercial e integração ao resto do mundo, o Paraguai vem surfando uma onda de crescimento e enriquecimento de sua população.

O país que já fora conhecido como “a terra da muamba” hoje é o nosso primo “rico” ou, melhor dizendo, o “primo promissor”. Já o país do futuro, segue sendo apenas… do futuro, uma vez que o presente anda bem feio. Aquilo que, por aqui, costuma-se chamar de “neoliberalismo”, no Paraguai é apenas bom-senso.

Poderia o leitor dizer que a estrela da América Latina é o Chile. Mas lembremos que nossos vizinhos de Santiago já são uma realidade. Logo, fica a pergunta: seremos como o Paraguai ou como a Venezuela?

Comments

comments

18 comentários em “Primo pobre? O Paraguai é a nova estrela da América Latina!

  • 11/01/2017 em 1:52 am
    Permalink

    Paraguai. …futura china da América do Sul. ..Eles merecem…um governo sério com impostos justo.

    Resposta
  • 16/01/2017 em 9:29 am
    Permalink

    Somam-se a isso duas outras vantagens competitivas do país vizinho, a primeira é o custo de energia baixíssimo, a usina de Itaipu é dos dois países, entretanto do montante de energia a que o Paraguai tem direito, apenas 30% é consumido, o restante é vendido ao Brasil, ainda recebendo muito por essa energia excedente, e com isso melhorando as contas públicas e capacidade de investimento. A segunda vantagem competitiva é a mão de obra barata, e esta não é devido ao fato de que os paraguaios ganham muito mal, mas sim pelo fato de terem uma legislação trabalhista avançada, sem tantos sindicatos e leis retrógradas que só encarem a mão de obra e inibem o investimento por parte do empresário.

    Resposta
    • 18/01/2017 em 9:07 pm
      Permalink

      Ciertamente un trabajador paraguayo gana menos que uno del Brasil, pero el costo de vida es mucho mas bajo también! Lo que equilibra! Ademas el salario mínimo viene creciendo todos los años, y el paraguayo gana cada vez mas dinero, solo basta ver el crecimiento en ventas de vehículos en los últimos 10 años, nuestras ciudades están llenas de vehículos! Ademas actualmente existe un auge de barrios cerrados, por la alta demanda de ellos.

      Resposta
      • 19/01/2017 em 4:23 am
        Permalink

        Kore puto erema 100 veces leka, ehona eke mba’ e nde tavyron

        Resposta
    • 19/01/2017 em 6:36 pm
      Permalink

      Itaipu e dois países? Mão de obra barata? Uma coisa tenho pra te falar, em primer lugar Paraguai fornece energia ao Brasil, em seguida do lugar , o salário mínimo do Paraguai e bem maior que a do Brasil que não chega nem a 900 reais…..o Brasil consome o 95% da energia da Itaipu…. O fato de Paraguai estar crescendo muito não queira dizer que as coisas são tao baratos, o problema é que os políticos no Brasil vem roubando o povo brasileiro e, desconta no imposto..

      Resposta
      • 20/02/2017 em 2:35 pm
        Permalink

        Embora o Reino Unido, por meio dos três patetas na tríplice alianca quase acabaram com o Paraguai, ei-lo que ressurge e dá de 10×0 na patetada.

        Resposta
  • 17/01/2017 em 8:11 am
    Permalink

    é o legitimo come quieto,dando um banho no brasil.80%dos investimentos são de brasileiros tanto na agricultura como na industria

    Resposta
    • 20/01/2017 em 9:44 pm
      Permalink

      Não é verdade que 80% das empresas no paraguai são o que é verdade é que 80% das novas empresas instaladas recentemente no Paraguai se eles vêm do Brasil

      Resposta
  • 18/01/2017 em 1:26 am
    Permalink

    O que podemos fazer? Perdi totalmente a confiança no Brasil. Lamentável! Pelo menos pelo próximos 5 anos, vamos amargar esta triste realidade. O rombo no Brasil foi muito grande. Aos nossos filhos e netos a única ação que lhe resta e aproveitar este tempo perdido para estudar e se preparar para daqui a 5 anos começar uma vida mais planejada e confortável. Parabéns Paraguai! Aproveitou as cinzas que lhe restaram para transformar em um diamante.

    Resposta
  • 19/01/2017 em 4:24 am
    Permalink

    Kore puto eremao 100 veces lekaja, terehona eke mba’e nde tavyron

    Resposta
  • 19/01/2017 em 7:22 pm
    Permalink

    Um simples exemplo de quanto é mais caro o custo de vida no Brasil do q no Paraguai, só basta vc comparar o preço do pão francês, entanto no Brasil 1kg de pão francês está entorno dos 10,00 R$, já no Paraguai está na faixa de 2,30 R$ o kilo … E não é q em termos de salário o Brasil esteja muito por encima do Paraguai….

    Resposta
  • 21/01/2017 em 1:24 am
    Permalink

    Brasileiros que até hj viram o Py com olhos de PRIMO POBRE..fiquem do lado de lá.

    Resposta
  • 21/01/2017 em 2:17 pm
    Permalink

    A minarquia é possível? Claro que é. É duradoura? Não e nem pode ser. O maior problema da minarquia é que ela sempre acaba gerando o pior dos monstros: um estado poderoso e totalitário.
    A pergunta do título não apenas pode ser explicada em bases teóricas como também pode ser comprovada pela simples empiria.
    Comecemos pelo melhor e mais patente exemplo de todos: o caso americano.
    O experimento americano no século XVIII – isto é, a Revolução Americana e o consequente estabelecimento de uma República Constitucional soberana e independente – foi feito com a clara intenção de criar e manter o menor governo da história mundial.
    Esse era o objetivo dos fundadores da república dos EUA. George Washington, John Adams, Thomas Jefferson, James Madison, Alexander Hamilton, Benjamin Franklin e John Jay, sob as influências pós-iluministas e com as ideias de estado mínimo pregadas por Adam Smith, se propuseram o objetivo específico de criar o menor governo da história mundial.
    Muito bem. Agora, suponha que eu diga que descobri a cura para a AIDS, e que basta tomar esse remédio por mim inventado e você estará imune à infecção. Se todo mundo tomar do meu remédio e o resultado for a maior epidemia de infecção de HIV da história mundial, especificamente infligida sobre aqueles que tomaram meu remédio, então, nesse cenário, poderíamos dizer com certeza que meu remédio não apenas não está funcionando, mas está fazendo justamente o oposto: está infectando pessoas ao invés de curá-las. Essa seria a conclusão lógica do meu experimento. Meu remédio não é uma cura; ao contrário, ele produz a infecção.
    Da mesma forma, passemos a analisar qual foi o resultado do experimento governamental minarquista americano, com estados praticamente autônomos e com um governo federal mínimo.
    Primeiro, não há dúvidas de que o sistema minarquista foi clara e objetivamente adotado: não havia impostos de renda, o governo federal era minúsculo, não havia impostos estaduais – apenas uma ou duas tarifas sobre bens de consumo -, não havia um exército permanente, o governo não controlava a oferta monetária e não havia dívida interna. Havia uma Constituição que era tida como a lei suprema e havia um Congresso cuja única função era garantir que essa Constituição não fosse desrespeitada.
    Sem dúvida alguma era um sistema maravilhosamente bem concebido. Não creio que você e tampouco eu poderíamos fazer melhor – afinal, as pessoas que criaram esse sistema eram extremamente inteligentes, como podemos notar em suas escritas.
    Volto a enfatizar: o experimento americano foi especificamente concebido para criar o menor governo possível, sendo que havia várias ferramentas que possibilitavam manter um controle efetivo sobre o tamanho do governo. O objetivo máximo do experimento era suprimir o poder do governo, impedindo que ele se agigantasse e se tornasse um mero substituto do Rei George III, de quem os colonos haviam se declarado independentes.
    E qual foi o resultado desse experimento?
    Bem, o resultado da tentativa de criar e manter o menor governo da história mundial foi a criação do maior e mais poderoso governo que o mundo jamais viu.
    Faça uma pausa agora para poder digerir por completo essa constatação, pois de fato é algo estarrecedor. O objetivo do experimento americano era criar o menor e mais enxuto governo que o mundo já viu, e o resultado foi a criação do maior, mais intruso e mais poderoso governo que o mundo jamais viu, dotado de armas de destruição em massa, mais de 700 bases militares ao redor do planeta e com a capacidade de exterminar toda a vida da terra. Trata-se de um governo que faria o Império Romano parecer uma agência local do DETRAN.
    E isso é perfeitamente explicável. É algo tristemente natural e inevitável. Pois quanto menor é o estado, quanto mais você o restringe, mais produtivo torna-se o mercado. Quanto mais produtivo é o mercado, mais rápido a economia cresce e mais riqueza ela gera. E o livre mercado é tão produtivo que ele é capaz de aguentar por muito tempo um enorme crescimento da tributação e um grande agigantamento do poder estatal – até chegar a um ponto em que ele inevitavelmente irá ceder. (E este é exatamente o momento que os EUA estão vivendo agora).
    Portanto, o que acontece é que, quando você minimiza o governo, paradoxalmente você faz com que a lucratividade de se aumentar posteriormente o tamanho do governo seja muito maior, pois haverá muito mais riqueza para tributar e mais recursos para se controlar – ambas as coisas que mais seduzem qualquer governo.
    E como o governo adquire muito mais dinheiro e poder quando ele tributa uma economia que se desenvolveu e enriqueceu com um livre mercado, ele ganha a capacidade de fazer coisas terríveis, como desenvolver armas de destruição em massa, manter um incomparável estado belicista e assistencialista e comprar grandes seções da população, tornando-as permanentemente dependentes do estado.
    É como se você fosse um fazendeiro e descobrisse um modo de fazer com que suas vacas produzissem dez vezes mais leite que o normal. Qual seria o resultado? Você estaria fazendo com que suas vacas passassem a ser muito mais valiosas sob a ótica dos outros fazendeiros, que passariam a fazer de tudo para tê-la. Da mesma forma, quando você tem um governo mínimo, cada indivíduo torna-se muito mais produtivo por causa da escassa interferência governamental. Qual será a consequência? Esse indivíduo tornar-se-á muito mais atraente para o estado, que sem dúvida irá querer comandá-lo no futuro.
    Os menores governos sempre produzem os maiores governos. É completamente impossível que não seja assim. Nunca houve um contraexemplo na história e nem nunca haverá.
    Peguemos a Inglaterra. O governo que surgiu como resultado da separação entre Igreja e estado, bem como do subjugo da aristocracia no final do século XVIII e início do século XIX, era de longe o menor governo da Europa. O que ele produziu? Ora, produziu o Império Britânico.
    Os países escandinavos vivenciaram o mesmo processo. Estados enxutos até o final da Segunda Guerra – da qual eles não participaram, o que ajudou a preservar sua riqueza – geraram estados agigantados que controlam o cidadão do berço até o túmulo.
    O exemplo mais recente talvez seja o da Irlanda. Um estado falido até o final dos anos 1980 encolheu e deu lugar a uma economia vibrante. Qual a situação atual? Um inchaço sem precedentes do setor público, um estado assistencialista como nunca visto na história do país, o empreendedorismo reprimido, um déficit gigante e um governo que passou a participar de setores-chave como transportes, mídia (rádio e televisão), e geração e transmissão de eletricidade. A educação primária, secundária e universitária tornou-se “gratuita”, a saúde é “pública” e a previdência é controlada pelo estado. O orçamento do governo, obviamente, estourou.
    Como disse, tudo isso não só é previsível como também é inevitável. Sempre que você minimiza o governo, você aumenta o valor de toda a economia – o que significa que o governo terá alimento para aumentar seu tamanho e poder para dimensões ainda maiores do que as atuais.
    Portanto, se você sonha em diminuir seu estado para algum limite constitucionalmente imposto – e suponhamos que você de fato consiga isso -, o que irá acontecer é que todo o processo de agigantamento irá inevitavelmente recomeçar após algum tempo. Sim, você poderia desfrutar alguns anos de liberdade, mas sem dúvida seus filhos e netos seriam submetidos a um governo ainda mais totalitário do que aquele sob o qual você viveu.
    No início minarquista, rapidamente percebi que as teorias de estado mínimo são insustentáveis, para não dizer contraditórias. Desde então concluí que, ou você aceita o estado como ele é, ou passa a defender o anarcocapitalismo.

    Link: http://foda-seoestado.com/por-que-um-estado-minimo-inevitavelmente-leva-um-estado-maximo/

    Resposta
  • 23/01/2017 em 8:17 pm
    Permalink

    ASÍ MISMO ES LA ACTUALIDAD EN EL PARAGUAY!! YO VIVO EN LA CIUDAD DE VILLARICA DEL ESPÍRITU SANTO, Y EN NUESTRA CIUDAD HEMOS RECIBIDOS A MUCHOS EMPRESARIOS QUE QUIEREN INSTALARSE EN EL PAÍS, Y EN NUESTRA CIUDAD POR LAS VENTAJAS OFRECIDAS:
    1- PAGO BAJO DE IMPUESTOS
    2- TRAMITES ADMINISTRATIVOS RÁPIDOS
    3- COSTO DE ENERGÍA ELÉCTRICA 3 VECES MAS BARATO Y DE PRIMER NIVEL. HABLO POR MI CIUDAD PORQUE VILLARICA ES LA ÚNICA CIUDAD QUE CUENTA CON SERVICIO DE ENERGÍA ELÉCTRICA PRIVADA, CLYFSA SE LLAMA LA COMPAÑÍA PRIVADA, Y OFRECE UN SERVICIO DE PRIMERA CALIDAD Y UN STOCK COMO PARA ABASTECER 2 VECES LA CIUDAD, CASI NUNCA HAY CORTE POR MAL TIEMPO, Y SI HAY LO SOLUCIONAN AL INSTANTE. ADEMAS ESTA LA EMPRESA PUBLICA ANDE
    4- MANO DE OBRA BARATA Y CALIFICADAS, CON MUCHOS JÓVENES(HABLO DE MI CIUDAD)
    5- LA CIUDAD NO CUENTA CON UNA VIALIDAD O TRAFICO SATURADO.
    6- LA UBICACIÓN GEOGRÁFICA DE LA CIUDAD ES MUY VENTAJOSA PARA EL PAÍS Y EL MERCOSUR, ESTA SITUADA EN PUNTO MEDIO DE LA REGIÓN ORIENTAL.
    7- Y OTRAS MUCHAS VENTAJAS MAS…
    YA HEMOS REALIZADOS VARIOS TRAMITES A MUCHAS EMPRESAS EXTRANJERAS, ESPECIALMENTE BRASILEÑAS COMO METAFLEX S.A.C.I., MURIEL COSMETOLOGIA, ELISIL CONFECCIONES, TUBOS ELLOS, ECOVASOS, ETC
    SI POR AHI HAY EMPRESAS BRASILEÑAS INTERESADAS EN VENIR ME PUEDEN CONTACTAR EN MI CELULAR AL 0982 137534 O MI E-MAIL: vieracnarvaez2001@yahho.com.ar
    PARA CUALQUIER CONSULTA, NO SERA NINGUNA MOLESTIA.
    ATTE.
    CARLOS VIERA

    Resposta
  • 21/02/2017 em 6:25 am
    Permalink

    Ótima matéria. Gostaria de deixar um adendo. As taxas de crescimento estão altas pelo fato de o Paraguai estar aumentando seu capital físico, o que aumenta sua produtividades e promovendo um maior número de bens e serviços, o que resulta em diminuição dos preços e logo a queda inflação. Além da burocracia ser menor e dos impostos serem menor, o Paraguai esta vivendo uma imigração alta de asiáticos que vem ao pais abrir empresas importadoras. Somado a isso, o paraguai está incentivando as empresas ( as do Paraná no caso) a irem ao país. Muitas empresas aqui do estado estão indo devido o baixo custo da energia , da mão-de-obra mais barata e impostos mais baixos que o brasileiro. Isso tudo somado diminuem os custos da empresas acentuadamente, principalmente empresas que produzem em serie e larga escala. Mas, nem tudo é flores lá, apesar de o país estar crescendo acima da média eles falham na questão de educação. O governo provem educação gratuita até o ensino fundamental, o médio é todo privado, superior idem. Paraguai em minha modesta opinião poderia prover educação fomentada pelo o estado por um período de tempo, até porque educação é uma das variáveis que produzem maior capital humano e tecnológico, variável que aumentaria a produtividade e logo crescimento do pib, pib per capita e diminuição dos preços. Voltando as taxas, as economias
    com uma menor relação capital trabalho tendem a crescer a uma taxa maior do que as economias com uma relação capital trabalho mais elevada, isto, no longo prazo,segundo robert solow.

    Resposta
  • 19/06/2017 em 2:51 pm
    Permalink

    Muito bom este artigo! Parabéns.
    Já faz algum tempo que empresas brasileiras procuram o Paraguai como refúgio, felizmente, para eles as condições de empreender são muitas vezes melhor do que no Brasil.
    Além de todos os dados expostos pelo site neste artigo, há ainda outros benefícios em ter empresas no Paraguai, regimes como a lei de Maquila e Zona Franca que oferecem isenções de impostos super atrativas às empresas (Zero de imposto na Importação, Recuperação de IVA, Imposto único de apenas 1% sobre o valor agregado na mercadoria, entre outro..)
    Não bastasse isso, o Paraguai ainda tem o selo do GSP+ da União Européia que dá isenção Total de tarifa de importação para comercialização de quase 10 mil produtos paraguaios na UE.
    Não é atoa que empresas europeias como Bayer, Unilever, MAPFRE, BUNGE, entre outras grandes empresas estão localizadas no Paraguai e utilizam o pais como Plataforma de Produção para exportação…

    Eu represento a IMaquila, uma empresa voltada a criação de empresas dentro do regime da Maquila no Paraguai, oferecemos a solução completa para as empresas, se for necessário, buscamos investimentos para as empresas que tem interesse em criar um planta produtiva no Paraguai.
    Entre em contato no e-mail: edrick@imaquila.com.br
    Ou acesse nosso site: http://www.imaquila.com.br

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *