A guerra às drogas e suas trágicas consequências

O fracasso da política de combate às drogas abre espaço para uma discussão muito importante, tanto no cenário brasileiro, como mundial.

É óbvio que o uso de drogas faz mal à saúde. Assim como o uso de cigarro, álcool, fast-foods, etc. A questão, quando se debate a legalização das drogas, não é a saúde do usuário. Raramente esse tema é colocado em pauta por aqueles que são a a favor da liberação. Um dos focos principais é, na verdade, a liberdade individual.

Veja o gráfico abaixo. Cerca de 164 mil pessoas estão presas no Brasil por crimes relacionados às drogas. Será mesmo justo prender indivíduos por crimes sem vítima? Pois é, é isso que a proibição faz. Trata-se de um custo humano (e fiscal, para o Estado) muito grande.

gráfico droga 6

Por que legalizar as drogas?

A guerra às drogas é um fracasso; não há como negar. Seus resultados são o tráfico – afinal, é isso o que acontece quando criminalizamos demanda e oferta: somente aqueles dispostos a quebrar a lei continuam no mercado – a corrupção, a violência, além das milhares de mortes causadas.

O que temos hoje é um sistema que garante o monopólio do mercado de drogas aos grandes cartéis, assegurando preços altos e seus lucros através da proibição de pequenos produtores. Em outras palavras: estamos enriquecendo os traficantes! O que mais eles poderiam querer?

Isso sem contar o fato de que o usuário, hoje, não tem nenhuma garantia da qualidade nem das condições de higiene sob as quais a substância que ele consome foi produzida. É impossível regular um mercado ilegal. É por isso que, quanto mais “pesada” a droga, maior a urgência em liberá-la: para garantir a maior qualidade e segurança possíveis ao usuário.

Com a legalização, veríamos a substituição de traficantes por empresas que produziriam as substâncias com qualidade, transparência e a preços mais baixos. Foi exatamente isso o que aconteceu nos EUA quando a Lei Seca foi abolida: gângsters como Al Capone foram substituídos pelas empresas de bebidas alcóolicas.

A liberação das drogas, além de acabar com o tráfico, diminuir a violência e o número de homicídios, e garantir mais segurança aos usuários, também geraria mais empregos e mais renda.

Simplesmente não há argumentos plausíveis a favor da proibição. A sociedade pode e deve aprender a conviver com as drogas, como aprendeu a conviver com o álcool e o tabaco.

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